| |
Sexta-feira, Junho 18, 2004
Bem, tenho tido diariamente sensações de deja-vu, ou seja, o tempo passa rápido, os dias são iguais, acontece as mesmas coisas, etc etc etc, exemplo: acordo cedo para trabalhar , ta minha sobrinha tentando combinar acessórios com a blusa abobora de escola municipal, vou pegar onibus, tem tres coroas falando de futubol, tres piralhos falando de carro e mulheres gostosas, eu azedo, lendo jornal, e uma vizinha , acho que eh minha vizinha,mais azeda ainda, e a futura paixâo do carlos, com a cara de surtada que só, chego na outra condução, a mulherada so fala de presidio, e os homens das tchutucas da praça da vila kennedy a noite que se oferecem pra qq um, chego no trabalho, a gente faz as mesmas coisas , andre falando pelos cotovelos...etc e tal... a noite, no 26º degrau da escada da estação de trem de bangu, um casal namorando, em frente ao ciep, perto da minha casa, outro casal, namorando, mas nessa sexta, começou diferente, primeiro pq acordei cedo, pra trazer pudim pra "special woman" do trabalho que faz niver no sabado, segundo, que fiquei preso cinco minutos numa kombi surtada que emperrou a porta, terceiro, que a heloisa helena tava na capa do jornal vestida como se fosse feirante, ela eh uma senadora, e por final, o chefe vai chegar mais...tarde...pera aih, isso eh outro deja-vu.....
Domingo, Junho 06, 2004
Como a gente sabe se é tristeza ou se é culpa? Ou se são as duas coisas?
Como a gente sabe o que é permitido e o que não é?
Como a gente sabe se é saudade ou se é sono?
Como a gente sabe se pedir desculpas adianta? Ou como a gente sabe se já se desculpou o suficiente?
Como a gente sabe quando tem que calar a boca?
Como a gente sabe que não devia nem começar?
Como a gente sabe que tá na hora de para de tentar e desistir?
E como é que eu me livro disso de pensar e analisar demais qualquer coisa que me acontece?
Terça-feira, Junho 01, 2004
Bom, já até falei de sonhos mais recentemente, tenho sonhado pra valer e com tiroteios, duas vezes, uma estava com amigos de trabalho, dentro de um chevete abaixado, em meio a um tiroteio, no outro, em casa, com uma amiga, gerente de banco, a gente vendo filme, o tiro comendo solto lá fora, alguém tentando invadir a casa, e acordo com meu pai abrindo essa porta surtada que faz mais barulho do que não sei o que..se souberem explicação pra isso..me avisem... detalhe, ela mora entre dois morros na tijuca, eu, entre duas favelas, em Bangu....
Hj, numa reunião básica com a chefia, ele me cobrou um projeto de vida, ele diz que tem um, sinceramente, aos trinta e cinco anos, não tenho projetos, não quero casar, não pretendo ter filhos, esse mundo não merece um herdeiro meu, embora, se tiver, vai se chamar Marjoran, pq não vou levar esse nome pro tumulo né?, na real, só preciso de grana pra acertar minha vida financeira e ajudar meus pais a fazer a casa deles, do resto, vivo feliz e sou feliz, não quero nada material, nem carro, nem nada, deixo a vida me levar, como diz, a musica do skank, e do zeca, se tiver grana pra umas viagens legais, pra ajudar os meus pais sempre e ir sempre ao cinema, to bem.
Profissionalmente, falando, se pudesse começar tudo de novo, jamais me envolveria com informática ou financeiro, tentaria o circo, a rua, ser vendedor.... sei lá, talvez nessa área queira mudar, mas to tão apático qto to sem grana, se depender de mim, o mundo acaba e o to encostado num barranco vendo ele...
To assim, azedo, sem sal, sem açúcar...
Um dia passa...tudo passa.... Beijos... Fui....
|
|